El Instituto de Oceanografía y Cambio Global (IOCAG) y el grupo de investigación QUIMA (Química Marina) de la Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) han elaborado un informe científico-técnico que analiza la evolución reciente de las condiciones oceánicas en las Islas Canarias, Cabo Verde y Santo Tomé y Príncipe durante el periodo 2022-2025.
El estudio, desarrollado en el marco del proyecto PLANCLIMAC2, cofinanciado por el Fondo Europeo de Desarrollo Regional (FEDER) a través del Programa de Cooperación Territorial INTERREG MAC 2021-2027, proporciona información científica para mejorar el seguimiento del cambio climático y apoyar la planificación de medidas de adaptación en los territorios de cooperación.
Cinco indicadores para comprender los cambios en el océano
La investigación analiza cinco variables fundamentales: temperatura superficial del mar, profundidad de la capa de mezcla, concentración de clorofila-a, presión parcial de dióxido de carbono (CO₂) en el agua de mar y pH. Estos indicadores permiten estudiar los cambios físicos, biológicos y químicos del océano y comprender mejor su respuesta ante las condiciones ambientales.
Para ello, el equipo investigador ha utilizado información procedente de plataformas internacionales como Copernicus Marine Service y Surface Ocean CO₂ Atlas (SOCAT), combinando observaciones y productos oceánicos de referencia para analizar la evolución temporal y las diferencias entre regiones.
Canarias y Cabo Verde presentan un aumento de la temperatura superficial del mar durante el periodo estudiado
Los resultados muestran comportamientos diferenciados. Entre 2022 y 2025, las Islas Canarias registraron una pendiente positiva de temperatura superficial del mar de 0,238 °C/año, mientras que Cabo Verde presentó 0,159 °C/año. Ambas regiones mostraron también una disminución de la profundidad de la capa de mezcla, asociada a cambios en la estructura vertical de las aguas.
Por su parte, Santo Tomé y Príncipe presentó una evolución distinta, con una pendiente negativa de temperatura superficial de -0,114 °C/año y una profundización de la capa de mezcla. Estas diferencias reflejan la influencia de las condiciones oceanográficas regionales, como la circulación marina, la estratificación y los procesos de mezcla.
Señales de cambios en el sistema del carbono oceánico
Uno de los resultados más relevantes es que las tres regiones analizadas presentan un incremento de la presión parcial de CO₂ superficial y una disminución del pH del agua de mar durante el periodo estudiado. Estos cambios son compatibles con procesos de acidificación oceánica, aunque su evolución debe interpretarse teniendo en cuenta la variabilidad natural y la duración limitada de las series temporales.
El análisis también identifica diferencias en la concentración de clorofila-a, un indicador de la biomasa fitoplanctónica. Santo Tomé y Príncipe presenta la mayor variabilidad y los incrementos más destacados durante el periodo, mientras que Canarias y Cabo Verde muestran variaciones más moderadas y patrones estacionales característicos.
Información científica para mejorar la adaptación climática
Los investigadores destacan que los resultados describen la evolución observada durante cuatro años y no deben interpretarse como tasas de cambio climático a largo plazo. Para determinar la persistencia de estas señales resulta necesario mantener series de observación continuadas y comparables.
El informe pone de manifiesto la importancia de fortalecer la cooperación científica entre los territorios de PLANCLIMAC2, armonizar los indicadores de seguimiento e incorporar la información oceanográfica a las políticas de adaptación, conservación de ecosistemas marinos y gestión de las zonas costeras.
Este trabajo constituye una aportación al conocimiento de la variabilidad oceánica del Atlántico oriental y refuerza el papel de PLANCLIMAC2 como plataforma de cooperación científica para mejorar la resiliencia climática de los territorios insulares.
O Instituto de Oceanografia e Alterações Globais (IOCAG) e o grupo de investigação QUIMA (Química Marinha) da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) elaboraram um relatório científico-técnico que analisa a evolução recente das condições oceânicas nas Ilhas Canárias, em Cabo Verde e em São Tomé e Príncipe durante o período 2022-2025.
O estudo, desenvolvido no âmbito do projeto PLANCLIMAC2, cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa de Cooperação Territorial INTERREG MAC 2021-2027, fornece informação científica para melhorar a monitorização das alterações climáticas e apoiar o planeamento de medidas de adaptação nos territórios de cooperação.
Cinco indicadores para compreender as mudanças no oceano
A investigação analisa cinco variáveis fundamentais: temperatura da superfície do mar, profundidade da camada de mistura, concentração de clorofila-a, pressão parcial de dióxido de carbono (CO₂) na água do mar e pH. Estes indicadores permitem estudar as alterações físicas, biológicas e químicas do oceano e compreender melhor a sua resposta às condições ambientais.
Para tal, a equipa de investigação utilizou informação proveniente de plataformas internacionais, como o Copernicus Marine Service e o Surface Ocean CO₂ Atlas (SOCAT), combinando observações e produtos oceanográficos de referência para analisar a evolução temporal e as diferenças entre regiões.
Canárias e Cabo Verde apresentam um aumento da temperatura da superfície do mar durante o período estudado
Os resultados revelam comportamentos distintos. Entre 2022 e 2025, as Ilhas Canárias registaram uma tendência linear positiva da temperatura da superfície do mar de 0,238 °C/ano, enquanto Cabo Verde apresentou 0,159 °C/ano. Ambas as regiões registaram também uma diminuição da profundidade da camada de mistura, associada a alterações na estrutura vertical das águas.
Por sua vez, São Tomé e Príncipe apresentou uma evolução diferente, com uma tendência linear negativa da temperatura superficial de -0,114 °C/ano e um aprofundamento da camada de mistura. Estas diferenças refletem a influência das condições oceanográficas regionais, incluindo a circulação marinha, a estratificação e os processos de mistura.
Sinais de alterações no sistema do carbono oceânico
Um dos resultados mais relevantes é que as três regiões analisadas apresentam um aumento da pressão parcial de CO₂ à superfície e uma diminuição do pH da água do mar durante o período estudado. Estas alterações são compatíveis com processos de acidificação oceânica, embora a sua evolução deva ser interpretada tendo em conta a variabilidade natural e a duração limitada das séries temporais.
A análise identifica também diferenças na concentração de clorofila-a, um indicador da biomassa fitoplanctónica. São Tomé e Príncipe apresenta a maior variabilidade e os aumentos mais expressivos durante o período, enquanto as Canárias e Cabo Verde mostram variações mais moderadas e padrões sazonais característicos.
Informação científica para melhorar a adaptação climática
Os investigadores salientam que os resultados descrevem a evolução observada durante quatro anos e não devem ser interpretados como taxas de alterações climáticas a longo prazo. Para determinar a persistência destes sinais, é necessário manter séries de observação contínuas e comparáveis.
O relatório destaca a importância de reforçar a cooperação científica entre os territórios do PLANCLIMAC2, harmonizar os indicadores de monitorização e integrar a informação oceanográfica nas políticas de adaptação, conservação dos ecossistemas marinhos e gestão das zonas costeiras.
Este trabalho constitui um contributo para o conhecimento da variabilidade oceânica do Atlântico oriental e reforça o papel do PLANCLIMAC2 enquanto plataforma de cooperação científica para melhorar a resiliência climática dos territórios insulares.
The Institute of Oceanography and Global Change (IOCAG) and the QUIMA (Marine Chemistry) research group at the University of Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) have produced a scientific and technical report examining recent changes in ocean conditions in the Canary Islands, Cabo Verde and São Tomé and Príncipe over the period 2022-2025.
The study was conducted within the framework of PLANCLIMAC2, a project co-financed by the European Regional Development Fund (ERDF) through the INTERREG MAC 2021-2027 Territorial Cooperation Programme. It provides scientific information to improve climate change monitoring and support adaptation planning across the cooperation territories.
Five indicators to understand ocean changes
The research examines five key ocean variables: sea surface temperature, mixed-layer depth, chlorophyll-a concentration, partial pressure of carbon dioxide (CO₂) in seawater and pH. These indicators provide insights into physical, biological and chemical changes in the ocean and help explain its response to environmental conditions.
The research team used information from international platforms, including the Copernicus Marine Service and the Surface Ocean CO₂ Atlas (SOCAT), combining observational data and established oceanographic products to analyse temporal changes and regional differences.
Sea surface temperatures increased in the Canary Islands and Cabo Verde during the study period
The results reveal distinct regional patterns. Between 2022 and 2025, the Canary Islands recorded a positive sea surface temperature trend of 0.238 °C/year, while Cabo Verde recorded 0.159 °C/year. Both regions also experienced a reduction in mixed-layer depth, indicating changes in the vertical structure of the water column.
São Tomé and Príncipe showed a different pattern, with a negative sea surface temperature trend of -0.114 °C/year and an increase in mixed-layer depth. These differences reflect the influence of regional oceanographic conditions, including ocean circulation, stratification and mixing processes.
Evidence of changes in the ocean carbon system
One of the most significant findings is that all three regions experienced increasing surface CO₂ partial pressure and decreasing seawater pH during the study period. These changes are consistent with ocean acidification processes, although their interpretation must account for natural variability and the limited duration of the time series.
The analysis also identifies differences in chlorophyll-a concentration, an indicator of phytoplankton biomass. São Tomé and Príncipe exhibited the greatest variability and the most pronounced increases during the study period, while the Canary Islands and Cabo Verde showed more moderate changes and characteristic seasonal patterns.
Scientific information to support climate adaptation
The researchers emphasise that the findings describe changes observed over four years and should not be interpreted as long-term climate change rates. Longer and comparable observational records are needed to determine whether the observed patterns persist.
The report highlights the importance of strengthening scientific cooperation among PLANCLIMAC2 territories, harmonising monitoring indicators and incorporating oceanographic information into climate adaptation policies, marine ecosystem conservation and coastal management.
This research contributes to understanding ocean variability in the eastern Atlantic and reinforces the role of PLANCLIMAC2 as a scientific cooperation platform supporting climate resilience in island territories.
L'Institut d'océanographie et du changement global (IOCAG) et le groupe de recherche QUIMA (Chimie marine) de l'Université de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) ont élaboré un rapport scientifique et technique analysant l'évolution récente des conditions océaniques aux îles Canaries, au Cabo Verde et à São Tomé-et-Príncipe au cours de la période 2022-2025.
Cette étude a été réalisée dans le cadre du projet PLANCLIMAC2, cofinancé par le Fonds européen de développement régional (FEDER) à travers le Programme de coopération territoriale INTERREG MAC 2021-2027. Elle fournit des informations scientifiques destinées à améliorer le suivi du changement climatique et à soutenir la planification des mesures d'adaptation dans les territoires partenaires.
Cinq indicateurs pour comprendre les changements océaniques
La recherche porte sur cinq variables océaniques fondamentales : la température de surface de la mer, la profondeur de la couche de mélange, la concentration en chlorophylle-a, la pression partielle du dioxyde de carbone (CO₂) dans l'eau de mer et le pH. Ces indicateurs permettent d'étudier les changements physiques, biologiques et chimiques de l'océan et de mieux comprendre sa réponse aux conditions environnementales.
Pour ce faire, l'équipe de recherche a utilisé des informations provenant de plateformes internationales, notamment le Copernicus Marine Service et le Surface Ocean CO₂ Atlas (SOCAT), en combinant des observations et des produits océanographiques de référence afin d'analyser l'évolution temporelle et les différences régionales.
Une augmentation de la température de surface de la mer aux Canaries et au Cabo Verde pendant la période étudiée
Les résultats révèlent des comportements régionaux distincts. Entre 2022 et 2025, les îles Canaries ont enregistré une tendance linéaire positive de la température de surface de la mer de 0,238 °C/an, contre 0,159 °C/an au Cabo Verde. Les deux régions ont également connu une diminution de la profondeur de la couche de mélange, indiquant des modifications de la structure verticale des eaux.
São Tomé-et-Príncipe a présenté une évolution différente, avec une tendance linéaire négative de la température de surface de -0,114 °C/an et un approfondissement de la couche de mélange. Ces différences reflètent l'influence des conditions océanographiques régionales, notamment la circulation marine, la stratification et les processus de mélange.
Des signes de modification du système du carbone océanique
L'un des résultats les plus significatifs est que les trois régions étudiées présentent une augmentation de la pression partielle du CO₂ de surface et une diminution du pH de l'eau de mer pendant la période analysée. Ces changements sont compatibles avec les processus d'acidification des océans, même si leur interprétation doit tenir compte de la variabilité naturelle et de la durée limitée des séries temporelles.
L'analyse met également en évidence des différences dans la concentration en chlorophylle-a, un indicateur de la biomasse phytoplanctonique. São Tomé-et-Príncipe présente la plus forte variabilité et les augmentations les plus marquées au cours de la période, tandis que les îles Canaries et le Cabo Verde affichent des variations plus modérées et des cycles saisonniers caractéristiques.
Des connaissances scientifiques pour soutenir l'adaptation climatique
Les chercheurs soulignent que les résultats décrivent l'évolution observée sur quatre années et ne doivent pas être interprétés comme des taux de changement climatique à long terme. Des séries d'observation plus longues et comparables sont nécessaires pour déterminer la persistance des tendances observées.
Le rapport souligne l'importance de renforcer la coopération scientifique entre les territoires du PLANCLIMAC2, d'harmoniser les indicateurs de suivi et d'intégrer les informations océanographiques dans les politiques d'adaptation climatique, de conservation des écosystèmes marins et de gestion des zones côtières.
Ces travaux contribuent à améliorer les connaissances sur la variabilité océanique dans l'Atlantique oriental et renforcent le rôle de PLANCLIMAC2 en tant que plateforme de coopération scientifique au service de la résilience climatique des territoires insulaires.