La Universidad de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) ha participado en el VII Congreso Internacional sobre Cambio Climático y Litoral (UHINAK 2026), celebrado los días 8 y 9 de octubre en Irun (Gipuzkoa), a través de una comunicación científica presentada por el investigador Aridane G. González, del Instituto de Oceanografía y Cambio Global (IOCAG) y el grupo de investigación QUIMA (Química Marina).
La comunicación, titulada “From air–sea CO₂ fluxes to blue carbon burial: resolving the coastal carbon budget of the Canary Islands” (Del intercambio de CO₂ entre el océano y la atmósfera al enterramiento de carbono azul: hacia una mejor comprensión del balance de carbono costero de Canarias), aborda el estudio de los procesos que intervienen en el ciclo del carbono en el medio marino y su importancia para comprender el funcionamiento de los ecosistemas costeros del archipiélago.
El papel de las costas canarias en el ciclo del carbono
Los ecosistemas marinos y costeros desempeñan un papel relevante en el ciclo global del carbono, tanto por los intercambios de dióxido de carbono (CO₂) que se producen entre la superficie del océano y la atmósfera como por los procesos de acumulación y almacenamiento de carbono en los sedimentos marinos.
La investigación presentada en UHINAK 2026 aborda ambos componentes del balance de carbono costero de Canarias, con el propósito de avanzar hacia una visión más completa de los procesos que intervienen en la captación, liberación y almacenamiento de carbono en estos ambientes.
Uno de los conceptos centrales de la comunicación es el carbono azul, término utilizado para referirse al carbono capturado y almacenado por los ecosistemas marinos y costeros. Su estudio permite comprender mejor el papel que pueden desempeñar determinados hábitats y depósitos sedimentarios en el ciclo del carbono y su posible contribución a las estrategias de mitigación del cambio climático.
Del intercambio de CO₂ al almacenamiento de carbono en sedimentos
El análisis conjunto de los flujos de CO₂ entre el océano y la atmósfera y de los procesos de enterramiento de carbono en sedimentos constituye una aproximación relevante para caracterizar el balance de carbono de las zonas costeras.
Ambos procesos están relacionados con factores físicos, químicos y biológicos, como la circulación del agua, la temperatura, la actividad de los organismos marinos y las características de los sedimentos. Por ello, comprender sus interacciones resulta fundamental para mejorar las evaluaciones del ciclo del carbono y reducir las incertidumbres asociadas a su cuantificación.
Intercambio científico sobre cambio climático y gestión del litoral
UHINAK 2026, promovido por Ficoba y el centro tecnológico AZTI, reunió a investigadores, representantes de administraciones públicas y profesionales vinculados a la gestión del litoral para intercambiar conocimientos y experiencias sobre los efectos del cambio climático en las zonas costeras.
La participación de la ULPGC permitió compartir líneas de investigación relacionadas con la biogeoquímica marina y el ciclo del carbono, favoreciendo el diálogo científico sobre la importancia de conocer mejor estos procesos para la evaluación ambiental y la planificación climática.
Investigación marina y objetivos de PLANCLIMAC2
Los trabajos sobre el ciclo del carbono oceánico se relacionan directamente con las líneas de conocimiento científico impulsadas en el marco de PLANCLIMAC2, proyecto de cooperación territorial cofinanciado por el Fondo Europeo de Desarrollo Regional (FEDER) a través del Programa INTERREG MAC 2021-2027.
La mejora del conocimiento sobre los procesos de intercambio y almacenamiento de carbono en los ecosistemas marinos resulta de interés para fortalecer el seguimiento ambiental y apoyar el desarrollo de estrategias de adaptación y mitigación del cambio climático en los territorios insulares.
La participación en UHINAK 2026 contribuye a difundir la investigación científica desarrollada desde Canarias y refuerza la importancia de la cooperación y la transferencia de conocimiento para avanzar hacia una gestión más sostenible y resiliente de los espacios costeros.
A Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) participou no VII Congresso Internacional sobre Alterações Climáticas e Litoral (UHINAK 2026), realizado nos dias 8 e 9 de outubro em Irun (Gipuzkoa), através de uma comunicação científica apresentada pelo investigador Aridane G. González, do Instituto de Oceanografia e Alterações Globais (IOCAG) e do grupo de investigação QUIMA (Química Marinha).
A comunicação, intitulada “From air–sea CO₂ fluxes to blue carbon burial: resolving the coastal carbon budget of the Canary Islands” (Das trocas de CO₂ entre o oceano e a atmosfera ao enterramento de carbono azul: para uma melhor compreensão do balanço de carbono costeiro das Canárias), aborda os processos que intervêm no ciclo do carbono no meio marinho e a sua importância para compreender o funcionamento dos ecossistemas costeiros do arquipélago.
O papel das zonas costeiras das Canárias no ciclo do carbono
Os ecossistemas marinhos e costeiros desempenham um papel relevante no ciclo global do carbono, tanto pelas trocas de dióxido de carbono (CO₂) que ocorrem entre a superfície do oceano e a atmosfera como pelos processos de acumulação e armazenamento de carbono nos sedimentos marinhos.
A investigação apresentada no UHINAK 2026 aborda estas duas componentes do balanço de carbono costeiro das Canárias, procurando avançar para uma visão mais completa dos processos envolvidos na captação, libertação e armazenamento de carbono nestes ambientes.
Um dos conceitos centrais da comunicação é o carbono azul, termo utilizado para designar o carbono capturado e armazenado pelos ecossistemas marinhos e costeiros. O seu estudo permite compreender melhor o papel de determinados habitats e depósitos sedimentares no ciclo do carbono e a sua possível contribuição para as estratégias de mitigação das alterações climáticas.
Das trocas de CO₂ ao armazenamento de carbono nos sedimentos
A análise conjunta dos fluxos de CO₂ entre o oceano e a atmosfera e dos processos de enterramento de carbono nos sedimentos constitui uma abordagem relevante para caracterizar o balanço de carbono das zonas costeiras.
Ambos os processos estão relacionados com fatores físicos, químicos e biológicos, como a circulação da água, a temperatura, a atividade dos organismos marinhos e as características dos sedimentos. Compreender estas interações é, por isso, fundamental para melhorar as avaliações do ciclo do carbono e reduzir as incertezas associadas à sua quantificação.
Intercâmbio científico sobre alterações climáticas e gestão costeira
O UHINAK 2026, promovido pela Ficoba e pelo centro tecnológico AZTI, reuniu investigadores, representantes das administrações públicas e profissionais ligados à gestão costeira para partilhar conhecimentos e experiências sobre os efeitos das alterações climáticas nas zonas costeiras.
A participação da ULPGC permitiu divulgar linhas de investigação relacionadas com a biogeoquímica marinha e o ciclo do carbono, promovendo o diálogo científico sobre a importância de compreender melhor estes processos para a avaliação ambiental e o planeamento climático.
Investigação marinha e objetivos do PLANCLIMAC2
Os trabalhos sobre o ciclo do carbono oceânico estão diretamente relacionados com as linhas de conhecimento científico promovidas no âmbito do PLANCLIMAC2, projeto de cooperação territorial cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) através do Programa INTERREG MAC 2021-2027.
O aprofundamento do conhecimento sobre os processos de troca e armazenamento de carbono nos ecossistemas marinhos é relevante para reforçar a monitorização ambiental e apoiar o desenvolvimento de estratégias de adaptação e mitigação das alterações climáticas nos territórios insulares.
A participação no UHINAK 2026 contribui para divulgar a investigação científica desenvolvida nas Canárias e reforça a importância da cooperação e da transferência de conhecimento para uma gestão mais sustentável e resiliente das zonas costeiras.
The University of Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) participated in the 7th International Conference on Climate and Coastal Change (UHINAK 2026), held on 8-9 October in Irun (Gipuzkoa), through a scientific presentation delivered by Aridane G. González, a researcher at the Institute of Oceanography and Global Change (IOCAG) and the QUIMA (Marine Chemistry) research group.
The presentation, entitled “From air–sea CO₂ fluxes to blue carbon burial: resolving the coastal carbon budget of the Canary Islands”, addressed processes involved in the marine carbon cycle and their importance for understanding the functioning of coastal ecosystems in the Canary Islands.
The role of Canary Islands coastal environments in the carbon cycle
Marine and coastal ecosystems play an important role in the global carbon cycle, both through carbon dioxide (CO₂) exchange between the ocean surface and the atmosphere and through the accumulation and storage of carbon in marine sediments.
The research presented at UHINAK 2026 addresses these two components of the Canary Islands' coastal carbon budget, seeking to develop a more comprehensive understanding of the processes involved in carbon uptake, release and storage in these environments.
A central concept of the presentation is blue carbon, a term referring to carbon captured and stored by marine and coastal ecosystems. Studying blue carbon helps improve understanding of the role that certain habitats and sedimentary deposits may play in the carbon cycle and their potential contribution to climate change mitigation strategies.
From air–sea CO₂ exchange to carbon burial in sediments
Combining the analysis of CO₂ fluxes between the ocean and atmosphere with the study of carbon burial in sediments provides a relevant approach to characterising coastal carbon budgets.
Both processes are influenced by physical, chemical and biological factors, including water circulation, temperature, marine biological activity and sediment characteristics. Understanding these interactions is therefore essential for improving carbon-cycle assessments and reducing uncertainties in their quantification.
Scientific exchange on climate change and coastal management
UHINAK 2026, promoted by Ficoba and the AZTI technology centre, brought together researchers, public administration representatives and coastal management professionals to exchange knowledge and experiences concerning the effects of climate change on coastal areas.
ULPGC's participation provided an opportunity to share research approaches related to marine biogeochemistry and the carbon cycle, encouraging scientific discussion about the importance of better understanding these processes for environmental assessment and climate planning.
Marine research and PLANCLIMAC2 objectives
Research on the ocean carbon cycle is directly related to the scientific knowledge areas promoted within PLANCLIMAC2, a territorial cooperation project co-financed by the European Regional Development Fund (ERDF) through the INTERREG MAC 2021-2027 Programme.
Improving knowledge of carbon exchange and storage processes in marine ecosystems is relevant to strengthening environmental monitoring and supporting the development of climate change adaptation and mitigation strategies across island territories.
Participation in UHINAK 2026 contributes to disseminating scientific research carried out in the Canary Islands and highlights the importance of cooperation and knowledge transfer in advancing more sustainable and resilient coastal management.
L'Université de Las Palmas de Gran Canaria (ULPGC) a participé au VIIe Congrès international sur le changement climatique et le littoral (UHINAK 2026), organisé les 8 et 9 octobre à Irun (Gipuzkoa), à travers une communication scientifique présentée par le chercheur Aridane G. González, de l'Institut d'océanographie et du changement global (IOCAG) et du groupe de recherche QUIMA (Chimie marine).
La communication, intitulée « From air–sea CO₂ fluxes to blue carbon burial: resolving the coastal carbon budget of the Canary Islands » (Des flux de CO₂ entre l'océan et l'atmosphère à l'enfouissement du carbone bleu : vers une meilleure compréhension du bilan carbone côtier des îles Canaries), aborde les processus intervenant dans le cycle du carbone marin et leur importance pour comprendre le fonctionnement des écosystèmes côtiers de l'archipel.
Le rôle des zones côtières des Canaries dans le cycle du carbone
Les écosystèmes marins et côtiers jouent un rôle important dans le cycle global du carbone, tant par les échanges de dioxyde de carbone (CO₂) entre la surface de l'océan et l'atmosphère que par les processus d'accumulation et de stockage du carbone dans les sédiments marins.
La recherche présentée à UHINAK 2026 examine ces deux composantes du bilan carbone côtier des îles Canaries, afin de développer une compréhension plus complète des processus de captage, de libération et de stockage du carbone dans ces environnements.
L'un des concepts centraux de la communication est le carbone bleu, terme désignant le carbone capté et stocké par les écosystèmes marins et côtiers. Son étude permet de mieux comprendre le rôle que certains habitats et dépôts sédimentaires peuvent jouer dans le cycle du carbone ainsi que leur contribution potentielle aux stratégies d'atténuation du changement climatique.
Des échanges de CO₂ au stockage du carbone dans les sédiments
L'analyse conjointe des flux de CO₂ entre l'océan et l'atmosphère et des processus d'enfouissement du carbone dans les sédiments constitue une approche pertinente pour caractériser le bilan carbone des zones côtières.
Ces deux processus sont influencés par des facteurs physiques, chimiques et biologiques, notamment la circulation de l'eau, la température, l'activité des organismes marins et les caractéristiques des sédiments. Comprendre leurs interactions est donc essentiel pour améliorer l'évaluation du cycle du carbone et réduire les incertitudes liées à sa quantification.
Échanges scientifiques sur le changement climatique et la gestion du littoral
UHINAK 2026, promu par Ficoba et le centre technologique AZTI, a réuni des chercheurs, des représentants des administrations publiques et des professionnels de la gestion du littoral afin de partager des connaissances et des expériences sur les effets du changement climatique dans les zones côtières.
La participation de l'ULPGC a permis de présenter des axes de recherche liés à la biogéochimie marine et au cycle du carbone, favorisant le dialogue scientifique sur l'importance de mieux comprendre ces processus pour l'évaluation environnementale et la planification climatique.
Recherche marine et objectifs de PLANCLIMAC2
Les travaux sur le cycle du carbone océanique sont directement liés aux domaines de recherche scientifique soutenus dans le cadre de PLANCLIMAC2, projet de coopération territoriale cofinancé par le Fonds européen de développement régional (FEDER) à travers le programme INTERREG MAC 2021-2027.
L'amélioration des connaissances sur les processus d'échange et de stockage du carbone dans les écosystèmes marins est importante pour renforcer la surveillance environnementale et soutenir l'élaboration de stratégies d'adaptation et d'atténuation du changement climatique dans les territoires insulaires.
La participation à UHINAK 2026 contribue à diffuser les recherches scientifiques menées aux îles Canaries et souligne l'importance de la coopération et du transfert de connaissances pour progresser vers une gestion plus durable et résiliente des espaces côtiers.